sexta-feira, 3 de junho de 2011

O futuro da matriz energética do Japão

Como já era esperado, O Primeiro Ministro japonês, Naoto Kan, declarou, em meados de maio, que o país está na prática jogando no lixo seus planos recentes de aumentar a participação da energia nuclear de 30%, para 50%, até 2030. O informe veio acompanhado da notícia de que os futuros planos de longo prazo serão concebidos da "estaca zero", tendo como diretriz a criação de tecnologias que permitam a incorporação maciça de fontes renováveis.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As grandess navegações em busca de especiarias e seus efeitos na culinária mundial

Por conta de sua navegação navegadora e do longo convívio com o Oriente e a África, os portugueses se tornaram grandes divulgadores e multiplicadores de plantas e de formas  de comer em todos os lugares onde estiveram. Por onde passaram plantaram mudas e  experimentaram comidas.
Trouxeram para o Brasil o coqueiro, que muita gente ainda julga ser uma planta natural do nosso litoral. O coqueiro desembarcou no Brasil em 1553. As  mudas vieram de Cabo Verde, uma das ilhas atlânticas transformadas, pelos lusos, em hortos experimentais de plantas asiáticas. Alastraram-se, principalmente, da Bahia ao Ceará. Vem de longe, a lenda de que os cocos vieram boiando da África à Bahia, empurrados pelas ondas. Todavia, foi obra do português, esse grande mercador, também  plantas.
A cozinha do reino traduzia, com riqueza de detalhes, a essa época, o espírito aventureiro, curioso e aberto dos portugueses. Ao contrário de árabes, judeus ou indianos, com restrições alimentares devido a preceitos religiosos, os portugueses não tinham fronteiras para paladar, eram seduzidos pelas variedades da mesa e assim ajudaram a formar o perfil diversificado da culinária brasileira.

Energia elétrica - aumento nos preços pagos pelo Brasil ao Paraguai, pelo excedente de energia em Itaipu

O governo brasileiro obteve, em meados de maio, aprovação do Senado para aumentar o preço pago pelo excesso de energia gerado em Itaipu, e não utilizado pelo Paraguai e exportado para o Brasil. Trata-se um aumento generoso no valor pago. Coisa de país rico.... Passamos o valor do pagamento de US$ 120 milhões, anuais, para US$ 360 milhões.

domingo, 29 de maio de 2011

Londres, a futura capital do carro elétrico - reprodução do blog Ecoverde, de Agostinho Vieira, de 28.5.2011

O prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou na última quinta-feira o projeto Source London, uma parceria público-privada que abriu 150 novos pontos de carga para carros elétricos na capital britânica - que agora conta com cerca de 400.


O sistema, cuja anuidade custa o equivalente a R$ 265 - almeja chegar a 1,3 mil "tomadas" automotivas até 2013. Tudo isso faz parte do plano, anunciado ainda na época de sua posse, em 2008, de transformar Londres na capital do carro elétrico na Europa.


Além dos pontos de carga, ele também liberou motoristas elétricos do pagamento do pedágio urbano (que atualmente custa no mínimo cerca de R$ 24) no centro da cidade e o governo britânico atualmente oferece um incentivo equivalente a mais de R$ 13,2 mil para quem compra um carro elétrico novo, além de dispensar os motoristas do pagamento de impostos.


Poucos sabem, mas o Brasil teve alguns modelos elétricos pioneiros, fabricados pela Gurgel nas décadas de 70 e 80. Hoje, existem protótipos e planos isolados, mas ainda não parece haver uma decisão estratégica de investir neste setor.


Mundo afora, Londres não é a única a sonhar com o título de capital do carro elétrico. Paris está preparando o Autolib', um sistema de aluguel de 3 mil carros elétricos com preços camaradas e emissões zero.


Na Alemanha, o governo da chanceler Angela Merkel tem planos de pôr 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2020. Para isso, estaria estudando medidas como liberar os carros de impostos durante os seus primeiros dez anos, por exemplo, além de subsidiar a indústria com até 1 bilhão de euros. Parece que já foi dada a largada para a corrida dos carros elétricos. (Fonte/ Eric Camara, BBC Brasil)

sábado, 28 de maio de 2011

Barcelona e as Navegações Espanholas - Tributo a Cristóvão Colombo

Os galeões que fizeram de Barcelona uma potência marítima foram construídos nos galpões de Drassanes - hoje um museu marítimo. O  estaleiro foi fundado em meados do século XIII e ainda conserva boa parte de suas instalações, hoje convertidas no Museu Marítim e Drassanes.
Entre os navios que saíram de seus salões abobados, às margens do Mediterrâneo, está o Real,  navio de dom João da Áustria, que levou a esquadra cristã à vitória contra os turcos em Lepanto, em 1571.   
 Bem próximo ao museu, situa-se o Monument a Colom, uma estátua de Colombo, apontando para o mar, sobre uma coluna de ferro fundido, com 60 metros de altura, no local onde o navegador desembarcou, em 1493, depois de alcançar a América, trazendo com ele seis índios caribenhos.


O tema dominante da OTC 2011 (Offshore Technology Conference)...

Realizou-se, no início do mês de maio, mais uma edição da OTC. Este ano, como já era de se esperar, o tema dominante foi a regulamentação da exploração de petróleo nos EUA, mais especificamente, no Golfo do México, pós acidente de Macondo.  Boa parte dos painéis de discussão foi dedicada a este assunto.  De uma forma geral,  ficou evidente a necessidade de interação da indústria petrolífera com outros  setores industriais que, igualmente, operam com requisitos de segurança muito elevados, como é o caso da geração de energia nuclear e da aviação comercial, compartilhando as boas práticas e culturas que cada área aprimorou ao longo dos anos, com benefícios recíprocos. Dentre estas práticas consagradas que podem melhorar o desempenho das empresas que atuam no setor petróleo, destacam-se a intolerância consagrada na área nuclear com descumprimento de padrões, bem como a prática rotineira  de check lists e simulações, para fins de treinamento, da aviação comercial.

domingo, 24 de abril de 2011

O início da era dos Descobrimentos, com a conquista de Ceuta

A Era dos Descobrimentos, ou talvez mais apropriadamente a Era da Exploração, começou em 1415, quando uma força militar portuguesa, liderada pelo príncipe dom Henrique de Avis, filho do rei dom João I, atravessou o estrito de Gibraltar e tomou  a cidade marroquina de Ceuta. A vitória marcou uma mudança memorável na consciência europeia, na qual a introspecção e a indiferença que caracterizam grande parte da Europa medieval - não obstante as Cruzadas - chegaram ao fim. De repente, havia um mundo desconhecido a descobrir, inúmeros tesouros a adquirir e terras fabulosas a reivindicar e conquistar, e foi Portugal, que estava na margem do mundo conhecido e até então tinha pouca importância no cenário europeu, que abriu o caminho para este novo mundo