O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A viagem de Cabral. O Brasil e uma grande tempestade no caminho...
Seis meses após o regresso de Vasco da Gama a Lisboa, Pedro Álvares Cabral largou da capital portuguesa no comando de uma frota de 13 navios, com 1200 homens e mantimentos suficientes para 18 meses. A tripulação era composta por marinheiros, soldados, artesões e criminosos em liberdade condicional, além de barbeiros-cirurgiões, médicos, nove sacerdotes e um mestre em cosmografia. A caminho da Índia, Cabral fez uma paragem na costa do Brasil e o reclamou para Portugal. Já na segunda etapa da viagem , rumo a Calicute, foi atingido por uma violenta tempestade, ao largo do cabo da Boa Esperença, perdeu quase metade da frota, tanto em navios como em homens, incluindo o grande comandante Bartolomeu Dias.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
As grandes navegações na visão de Adam Smith
O grande economista escocês Adam Smith, no seu "Um Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações "(1776), fez uma declaração que passou a ser de citação obrigatória em todos os tratados de geopolítica. A passagem do Cabo da Boa Esperança por Bartolomeu Dias - em 1488 - e a chegada às Antilhas por Cristóvão Colombo - em 1492 - foram, segundo ele, "os maiores e mais importantes acontecimentos da História".
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! - Camões
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantas noivas ficaram por casar Para que fosse nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quere passar além do Bojador Tem que passar alem da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nelle é que espelhou o céu.
A hidroelétrica de Belo Monte, a segurança energética e obras eleitoreiras
Embora não seja a especialidade do blog, é inevitável que comentemos os últimos acontecimentos referentes ao leilão promovido pelo governo para determinar o “vencedor” para a construção da hidroelétrica de Belo Monte. Para um país que precisa continuar a crescer é de espantar que haja tantos opositores à continuidade da matriz de geração de energia elétrica no Brasil, a partir do potencial hídrico de seus rios. Há algum tempo, o movimento ambientalista internacional deixou de implicar com a construção de usinas nucleares - notadamente a partir da crescente evidência do efeito do CO2 no aquecimento do planeta ( vale lembrar que semana passada, na Finlândia, foi autorizada a construção de 2 novas usinas nucleares, sem que um piquete sequer fosse colocado na rua para protestar...). Sobraram desta forma, poucos alvos fáceis para os panfletos ecológicos. Os combustíveis fósseis são alvos grandes, mas com um enorme poder de reação e lobby. Já as hidroelétricas....
Belo Monte é fundamental para a segurança energética do Norte brasileiro e deve ser mantido como um projeto que – dentro das práticas modernas de controle e manejo das áreas a serem inundadas e respeito associado a um tratamento digno aos moradores das áreas atingidas (índios e não-índios) – nos poupará de “apagões” no futuro. Porém, concordar com a forma açodada como foi conduzido o leilão, com a criação de 2 consórcios pára - governamental, que viabilizassem a assinatura de contrato$ a tempo de servir de vitrine para a campanha de eleição da candidata do governo, é bem diferente.
Ter o governo como empreiteiro e licenciador é uma história que normalmente degrada o meio ambiente, empobrece as soluções técnicas, enriquece empreiteiros e alimenta campanha$ eleitorai$. Uma história sem final feliz para o país.
Belo Monte é fundamental para a segurança energética do Norte brasileiro e deve ser mantido como um projeto que – dentro das práticas modernas de controle e manejo das áreas a serem inundadas e respeito associado a um tratamento digno aos moradores das áreas atingidas (índios e não-índios) – nos poupará de “apagões” no futuro. Porém, concordar com a forma açodada como foi conduzido o leilão, com a criação de 2 consórcios pára - governamental, que viabilizassem a assinatura de contrato$ a tempo de servir de vitrine para a campanha de eleição da candidata do governo, é bem diferente.
Ter o governo como empreiteiro e licenciador é uma história que normalmente degrada o meio ambiente, empobrece as soluções técnicas, enriquece empreiteiros e alimenta campanha$ eleitorai$. Uma história sem final feliz para o país.
domingo, 18 de abril de 2010
A excelência dos trabalhos de base...
Portugal não teria logrado êxito em suas incursões marítimas se não houvesse implementado um magnífico trabalho de apoio em terra, preparando artesãos e desenvolvendo técnicas ( e ambiente) de construção, disponibilizando fontes de insumos fundamentais, inclusive madeira para a construção das embarcações.
Novos rumos nas sanções contra o Irã e o Brasil continua do lado errado da calçada ( o lado com a casca de banana...)
Temendo sanções do governo americano ( leia-se restrição a créditos de bancos americanos, restrições de contratar companhias americanas, etc.), a Rússia – através da Lukoil – bem como a Malasia – com a Petronas - suspenderam a venda de gasolina para o Irã ( é isso mesmo... O Irã importa gasolina...). Enquanto isso, foi estampada em boa parte do mundo a foto do Ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge entregando uma camisa da seleção brasileira para o premier do apocalipse Mahmoud Ahmadinejad... Não é para ficarmos surpresos se tivermos dificuldades daqui a pouco...
Os EUA anunciaram, no final de março, plano para abrir novas áreas para a exploração de petróleo e gás natural
O presidente Barack Obama anunciou no final de março, a abertura de novas áreas do Golfo do México e – após uma proibição de mais de 20 anos – liberou a costa da Virgina para a produção de gás. Tratam-se dos novos planos da administração Obama para aumentar a independência do petróleo árabe, bem como uma busca por fontes de energia mais limpas para a matriz energética americana
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