quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Investimentos no Brasil na área de energia

A revista Valor Setorial publicou, na semana passada,  reportagem estimando que R$ 1 trilhão será aplicado no setor de energia no Brasil nesta década. A maior parte dos recursos será destinada à área de óleo e gás – R$ 672 bilhões. “O mercado de energia do Brasil deve ser um dos que mais terão investimentos no mundo, com destaque para a Petrobras, que tem o maior programa de investimentos de uma grande companhia de petróleo no mundo”, diz o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. A matéria também informa que a estatal pretende encomendar 240 novas embarcações até 2020, devido ao horizonte promissor do petróleo no País.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A influência da escrita na capacidade de navegação dos europeus

De todos os armamentos que os europeus levaram para o Pacífico, inclusive armas de fogo, nenhum foi mais poderoso e mais capaz de realizar trocas duradouras do que a linguagem escrita.

Não adianta somente ter reservas de petróleo...

A imprensa publciou na semana passada, notícias sobre a queda - que não é mais novidade - na produção de petróleo no México. A produção local caiu para uma média de  2.45 milhões de barris por dia (bpd). A produção nacional atingiu seu ponto mais baixo, desde 1981, quando houve uma produção anormalmente baixa, com média de  2.31 million bpd.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os chineses e as grandes navegações

Os chineses também eram grandes navegadores e, por volta de 1400, possuíam rotas comerciais regulares com o sudeste asiático. Sob o comando do almirante Cheng Ho, alcançaram o Sri Lanka, na África , e acredita-se que tenham, inclusive, chegado ao norte da Ausrália e ao litoral da América do Norte, cruzando o oceano Pacífico, muito antes dos portugueses e espanhóis. Tradicionalmente, a China julgava-se superior aos demais povos, a quem conciderava bárbaros, além de desprezar a atividade comercial, tida como desonrosa. Quandoos portugueses começaram a abrir caminho para a Índia, cessaram as expedições iniciadas por Cheng Ho, e os chineses entraram num isolamento voluntário.

Os recorrentes problemas de abastecimento de gás no mercado chinês...

Neste ano, a China está enfrentando  novamente - neste inverno que se aproxima – uma nova escassez de gás. Aparentemente, estas situações de falta de oferta de gás tendem a se tornar uma rotina para o consumidor chinês nos próximos 2 ou 3 anos, durante os quais o país deve continuar a perseguir metas desafiadoras de aumentar sua capacidade de armazenamento e melhorar sua rede de gasodutos. Cabe lembrar que a situação também demandará ajustes nos valores que os consumidores domésticos e industriais chineses hoje pagam pelo gás, brutalmente subsidiados.

domingo, 28 de novembro de 2010

Porquê a a expansão marítima global do século XV se iniciou no Oceano Atlântico e não, no Índico?

Uma questão recorrente, ao se estudar a expansão iniciada pelos portugueses e espanhóis no final dos anos 1400, refere-se ao motivo de tal iniciativa ter se iniciado na Europa e não, por exemplo, no Ocenao Ínidco, área próspera e com reconhecidada capacidade naval....Para se aventurar nesses mares hostis, os navegantes do oceano Índico precisariam de um forte incentivo. É nesse ponto que entra a economia. O Índico era uma área de tamanha atividade comercial e de tanta riqueza que não fazia sentido para seus povos buscar mercados ou fornecedores em outros lugares. Quando os mercadores do norte ou do centro da Ásia ou da Europa alcançavam o Índico, chegavam como pedintes, em geral desprezados por sua pobreza, e enfrentavam dificuldades para vender os produtos de suas terras de origem. De modo geral, só prosperavam tornando-se transportadores ou viajantes das empresas comerciais já existentes.

Paradoxalmente,  a pobreza favorecia os europeus, obrigados pela escassez de oportunidades econômicas em seus países a procurá-las em outra parte. Na verdade, as explorações partiram da periferia de uma periferia - pois a Europa era a borda da Eurásia, e a borda da Europa, sua projeção no oceano, era a península Ibérica.

"Portugal não é um país pequeno" foi uma palavra de ordem no tempo de Salazar. Até mesmo o ditador, porém, dispunha-se a admitir que antes da expansão colonial Portugal era pequeno. O contraste entre a amplitude do imperialismo português e as modestas dimensões da metrópole é um dos mais enigmáticos contrastes da história universal. É provável que no começo do século XVI a população de Portugal fosse pouco superior à metade da inglesa, um quarto da castelhana, um décimo da francesa e muito menor até que a dos Países Baixos. Poucos eram os recursos capazes de compensar a exigüidade do território e da população.  Pobreza e fome eram tribulações corriqueiras.

As reservas brasileiras do Pré-sal e as recentes descobertas no Irâ

No mesmo mês em que a Petrobras - a fim de corrigir informações desencontratadas de seus sócios no Présal de Tupi -  reitera as estimativas já divulgadas de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável em Tupi e Iracema (Bloco BM-S-11) e de 1,1 a 2 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável em Guará (Bloco BM-S-9), foi publicada nota (esta semana) sobre uma nova descoberta no Irã  sob um grande reservatório de gás (já conhecido) no Golfo Pérsico, ao Sul do país. De acordo com as autoridades locais, as reservas sob o campo de gás de Ferdowsi possuem um volume de óleo in-place de 34 bilhões de barris de óleo equivalente.