Ela representou um avanço na globalização do comércio. Criou um cenário de encontros culturais sem precedentes. Abriu uma nova rota para o intercâmbio cultural entre os dois extremos do planeta.
Possibilitou que navios da Europa participassem do lucrativo comércio que florescia no oceano Índico.
Adam Smith a classificou como um dos mais importantes acontecimentos da história.
Ela pode não ter mudado muito as coisas para os povos e as potências do oceano Índico, que não se deram conta dos pobres bárbaros chegados de Portugal, mas transformou a Europa, ao pôr os europeus em contato mais estreito com o magnífico Oriente de civilizações mais antigas e ricas.
O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Os planos para banir a energia nuclear na Alemanha – inacreditavelmente – continuam a progredir
O Congresso alemão aprovou ontem em um folgada votação - 513 votos a favor e 79 contra – o plano de fechar todas as usinas nucleares até 2022.
sábado, 25 de junho de 2011
O futuro da produção de gás e o shale gas
Shale gas é o nome usual do gás encontrado em folhelhos, que são rochas geradoras de hidrocarbonetos - pirobetuminosas. Na última década sua importância tem crescido de forma avassaladora nas discussões sobre a matriz energética norte-americana. Sua utilização tem alterado projetos de LNG, até então previstos para os EUA como alternativas para o fornecimento de gás, passando a ser considerada a fonte não convencional mais promissora para o futuro próximo. O interesse por sua utilização tem crescido, não somente nos Estados Unidos, mas também no Canadá, Europa, Ásia e Austrália. Analistas independentes – com os quais concordo – estimam que o shale gas será responsável antes, do fim desta década, por mais de metade do consumo norte americano de gás.
Uma característica interessante dos reservatórios de shale gas é a sua distribuição muito mais homogênea ao longo do planeta, do que seus congêneres de petróleo ou gás natural convencional. Sua produção em escala planetária seguramente modificará o equilíbrio de poder geopolítico dos grandes produtores de petróleo do Oriente Médio, mas muito mais dramaticamente a influência da Rússia como maior produtor da Europa.
Os recentes desenvolvimentos na área de fraturas de reservatórios de petróleo, permitiram extrapolar, com sucesso, algumas técnicas de fraturação hidráulica (fracking) para este tipo de rocha, conseguindo que se formassem largas áreas de fraturas artificiais. A propósito, as fraturas nas rochas de shale gas são muito mais estáveis do que aquelas produzidas nos reservatórios sedimentares para produção de petróleo. Outra técnica advinda da produção de petróleo, para a produção de shale gas, é a construção de poços horizontais com longa extensão (mais de 3000m) de zona de contato com as rochas, de forma a facilitar o fluxo em direção ao poço.
De certa forma, produzir gás a partir dos shales é como que pular algumas etapas geológicas para antecipar a produção do gás.
Infelizmente, nem tudo são flores...as técnicas atuais de fracking, ainda utilizam fortemente a acidificação como ferramenta primária, sendo muito importante ter certeza que seu emprego não ameaça aqüíferos da região, que poderiam carrear produtos tóxicos para lagos e rios.
Curiosamente, se confirma a antiga máxima de que quanto mais energia é demanda, mais tecnologia é criada – muitas delas advindas das formas de produção da energia aparentemente em substituição – para manter a capacidade de abastecer um planeta faminto por energia.
Os primeiros exploradores europeus e suas maravilhosas viagens...
Os primeiros exploradores europeus - portugueses e espanhóis - viajavam durante anos em suas caravelas, por mares desconhecidos e vastos oceanos, pela ambição de comercializar, colonizar, escravizar, converter e expulsar os mouros. Os navegadores nem sempre voltavam a ver sua pátria, mas os que regressaram conseguiram o feito de redesenhar o mapa do mundo e mudar o rumo da humanidade.
domingo, 19 de junho de 2011
Portugal como reexportador de commodities e produtos manufaturados
Uma característica marcante da Expansão portuguesa foi a condição portuguesa de reexportador de commodities e produtos manufaturados nos dois sentidos - Europa-Oriente - procurando garantir rendas, sem criação de valor ou acumulação de capital financeiro.
A eletrificação dos automóveis...
Não tenho dúvidas de que, mesmo ainda usando o motor a combustão interna, quanto mais sistemas elétricos incorporarmos aos futuros carros - inclusive nos sistemas de controle dos motores – atingiremos maiores níveis de eficiência energética.
Todavia, a “eletrificação” dos automóveis certamente - além do aumento da eficiência - também criará produtos que hoje nos são pouco familiares, como por exemplo, suspensões inteligentes - para substituir os atuais conjuntos molas-amortecedores, que são basicamente absorvedores passivos de choques - com o uso da combinação de suspensões ativas acionadas eletricamente, combinadas com sensores que “enxergariam” à frente. Desta forma, a suspensão se prepararia para o momento exato em que o pneu fosse passar por um buraco na pista, levantando e abaixando a roda no milésimo de segundo exato evitando solavancos.
Todavia, a “eletrificação” dos automóveis certamente - além do aumento da eficiência - também criará produtos que hoje nos são pouco familiares, como por exemplo, suspensões inteligentes - para substituir os atuais conjuntos molas-amortecedores, que são basicamente absorvedores passivos de choques - com o uso da combinação de suspensões ativas acionadas eletricamente, combinadas com sensores que “enxergariam” à frente. Desta forma, a suspensão se prepararia para o momento exato em que o pneu fosse passar por um buraco na pista, levantando e abaixando a roda no milésimo de segundo exato evitando solavancos.
domingo, 12 de junho de 2011
Fabricação modularizada de embarcações - mais uma das soluções logísticas da época dos Descobrimentos
Durante a Expansão marítima, os portugueses implantaram a tecnologia de pré-fabricação de navios. As embarcações eram montadas na forma de kits padronizados, na Ribeira das Naus, em Lisboa, que podiam ser posteriormente montados em apenas 2 semanas, em estaleiros menores, mesmo do outro lado do oceano. A mesma técnica de kits era aplicada a instalações prediais de terra, como por exemplo, ao complexo de fortes (fortificação, armazéns e capela), como aconteceu com o de São Jorge da Mina , no golfo da Guiné. Outra inovação foi a introdução do conceito de revisão geral das embarcações, que levava a desmantelar uma nau ao fim de 3 ou 4 viagens e substituir todos os componentes em mau estado. Ou seja, o desenvolvimento de soluções de logística originais foi fundamental para o sucesso das viagens.
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