Um aspecto pouco divulgado das motivações das Grandes Navegações refere-se à diferença econômica entre a Europa e as nações asiáticas banhadas pelo Índico. Paradoxalmente, a pobreza favorecia os europeus, obrigados pela escassez de oportunidades econômicas em seus países a procurá-las em outra parte. A propósito, vale lembrar que as explorações partiram da periferia de uma periferia - pois a Europa era a borda da Eurásia e a borda da Europa era a península Ibérica.
Um fluxo no caminho inverso, da Ásia para a Europa era inimaginável para os navegantes do Índico, que para se aventurar por mares hostis, precisariam de um forte incentivo econômico - que não existia - pois o Índico era uma área de tamanha atividade comercial e de tanta riqueza que não fazia sentido para seus povos buscar mercados ou fornecedores em outros lugares.
Quando os primeiros mercadores europeus alcançaram o Índico, chegaram a ser desprezados por sua pobreza e de uma forma geral, enfrentavam dificuldades para vender os produtos de suas terras de origem
O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
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sábado, 2 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Portugal como reexportador de commodities e produtos manufaturados
Uma característica marcante da Expansão portuguesa foi a condição portuguesa de reexportador de commodities e produtos manufaturados nos dois sentidos - Europa-Oriente - procurando garantir rendas, sem criação de valor ou acumulação de capital financeiro.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Composição típica do financiamento da expansão marítima de Portugal,
Durante décadas, Portugal combinou ações corsárias com atividades de exploração, sendo a primeira prática gradualmente abandonada, à medida que surgiam desdobramentos econômicos auto-sustentados nas rotas e locais recém-descobertos, ou recém-atingidos. No mixing do financiamento da expansão marítima de Portugal, devem ser destacadas as seguintes fontes básicas de financiamento: recursos da Coroa; recursos dos próprios infantes; recursos das ordens religiosas; eventuais recursos de investidores privados e recursos provenientes das ações corsárias,
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Portugal e o aspecto de autosuficiência das navegações
Portugal, desde o início de suas pretensões como nação prioneira nas descobertas definiu uma estratégia de avanço, mesmo porque os recursos disponíveis eram restritos, sendo preciso evitar desperdícios e perdas. Duas grandes linhas de atuanção foram estabelecidas:
- o projeto evoluiria sempre através de cuidadosos avanços sucessivos.
- seria necessário conviver com configurações econômico-financeiras auto-sustentadas, o que levou os infantes a estabelecer condicionamentos para operações exploratórias e a buscar permanentemente situações economicamente equilibradas.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Navegar e explorar sempre, “deficitar” nunca!
Não havia facilidade para operações a fundo perdido, buscando-se sistematicamente desenhos econômico-financeiros auto-sustentados, sendo praticamente inaceitácel estruturas deficitárias. Portugal ousou, sim, mas jamais se descuidou dos aspectos econômico-financeiros envolvidos nas explorações marítimas.
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