domingo, 24 de julho de 2011

Aproximadamente 70% dos reatores nucleares japoneses permanecem fechados para inspeções

Aproximadamente 70% dos reatores nucleares japoneses permanecem fechados para inspeções. Este percentual corresponde a 37 plantas fechadas. Até o momento não existe previsão de quando estas inspeções estarão concluídas – na verdade, os critérios de inspeção têm sido rotineiramente modificados, com a incorporação de requisitos mais severos, o que se agrava a dificuldade de prever quando (se é que algum dia) esta situação estará normalizada. O impacto desta situação somente pode ser mais bem dimensionado quando lembramos que no início deste ano, os planos japoneses consideravam ter uma matriz energética com 53% da energia elétrica gerada por usinas nucleares.

A passagem pelo Cabo bojador em 1434

Quando as viagens ao longo da costa da África se iniciaram, por volta de 1419, o que era considerado o limite mais ao sul do oceano Atlântico e da costa África Ocidental situava-se na região do Cabo Bojador, exatamente abaixo dos 27° de latitude Norte. O Cabo projeta-se quarenta quilômetros do continente para o oeste. O baixios existentes ao seu redor, a freqüência do nevoeiro e da neblina ao largo, a dificuldade de voltar para o norte por causa dos ventos predominantes, tudo parecia confirmar a crença popular que a partir daquele ponto não havia possibilidade de retorno. Doze ou quinze tentativas infrutíferas foram feitas, antes que um dos navios do príncipe Henrique por fim contornasse o cabo em 1434, quebrando, assim, não só a barreira física, mas principalmente a barreira psicológica que até então impedira qualquer viagem ao longo da costa da África Ocidental rumo ao Sul. Essa foi, talvez, a maior realização do infante dom Henrique, e só foi executada devido à determinação paciente e à disposição de gastar enormes quantias de dinheiro em viagens de que não se poderia esperar compensação imediata

sábado, 2 de julho de 2011

Um revés na produção de shale gas na França

O Senado francês votou nesta semana um projeto – anteriormente aprovado no Congresso - que baniu o uso das atuais técnicas de fracking para produção de shale gas. A medida tem pouco efeito prático, tendo em vista as poucas ocorrências de shale gas em território francês e de certa forma reforça a opção predominante do mercado francês pelo emprego da energia nuclear.

As Grandes Navegações partiram de uma Europa pobre em direção a um Ásia mais rica

Um aspecto pouco divulgado das motivações das Grandes Navegações refere-se à diferença econômica entre a Europa e as nações asiáticas banhadas pelo Índico. Paradoxalmente, a pobreza favorecia os europeus, obrigados pela escassez de oportunidades econômicas em seus países a procurá-las em outra parte. A propósito, vale lembrar que as explorações partiram da periferia de uma periferia - pois a Europa era a borda da Eurásia e a borda da Europa era a península Ibérica.


Um fluxo no caminho inverso, da Ásia para a Europa era inimaginável para os navegantes do Índico, que para se aventurar por mares hostis, precisariam de um forte incentivo econômico - que não existia - pois o Índico era uma área de tamanha atividade comercial e de tanta riqueza que não fazia sentido para seus povos buscar mercados ou fornecedores em outros lugares.

Quando os primeiros mercadores europeus alcançaram o Índico, chegaram a ser desprezados por sua pobreza e de uma forma geral, enfrentavam dificuldades para vender os produtos de suas terras de origem

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Enorme depósito de shale gas descoberto na Polônia.

Foi anunciada esta semana a descoberta de um reservatório de cerca de 100 bilhões de m3 de gás próximo a Kutno, no centro da Polônia. As perfurações devem se iniciar ainda em agosto, deste ano.

A viagem de Vasco da Gama realmente merece a fama que alcançou...

Ela representou um avanço na globalização do comércio. Criou um cenário de encontros culturais sem precedentes. Abriu uma nova rota para o intercâmbio cultural entre os dois extremos do planeta.

Possibilitou que navios da Europa participassem do lucrativo comércio que florescia no oceano Índico.


Adam Smith a classificou como um dos mais importantes acontecimentos da história.

Ela pode não ter mudado muito as coisas para os povos e as potências do oceano Índico, que não se deram conta dos pobres bárbaros chegados de Portugal, mas transformou a Europa, ao pôr os europeus em contato mais estreito com o magnífico Oriente de civilizações mais antigas e ricas.

Os planos para banir a energia nuclear na Alemanha – inacreditavelmente – continuam a progredir

O Congresso alemão aprovou ontem em um folgada votação - 513 votos a favor e 79 contra – o plano de fechar todas as usinas nucleares até 2022.