O prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou na última quinta-feira o projeto Source London, uma parceria público-privada que abriu 150 novos pontos de carga para carros elétricos na capital britânica - que agora conta com cerca de 400.
O sistema, cuja anuidade custa o equivalente a R$ 265 - almeja chegar a 1,3 mil "tomadas" automotivas até 2013. Tudo isso faz parte do plano, anunciado ainda na época de sua posse, em 2008, de transformar Londres na capital do carro elétrico na Europa.
Além dos pontos de carga, ele também liberou motoristas elétricos do pagamento do pedágio urbano (que atualmente custa no mínimo cerca de R$ 24) no centro da cidade e o governo britânico atualmente oferece um incentivo equivalente a mais de R$ 13,2 mil para quem compra um carro elétrico novo, além de dispensar os motoristas do pagamento de impostos.
Poucos sabem, mas o Brasil teve alguns modelos elétricos pioneiros, fabricados pela Gurgel nas décadas de 70 e 80. Hoje, existem protótipos e planos isolados, mas ainda não parece haver uma decisão estratégica de investir neste setor.
Mundo afora, Londres não é a única a sonhar com o título de capital do carro elétrico. Paris está preparando o Autolib', um sistema de aluguel de 3 mil carros elétricos com preços camaradas e emissões zero.
Na Alemanha, o governo da chanceler Angela Merkel tem planos de pôr 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2020. Para isso, estaria estudando medidas como liberar os carros de impostos durante os seus primeiros dez anos, por exemplo, além de subsidiar a indústria com até 1 bilhão de euros. Parece que já foi dada a largada para a corrida dos carros elétricos. (Fonte/ Eric Camara, BBC Brasil)
O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Barcelona e as Navegações Espanholas - Tributo a Cristóvão Colombo
Entre os navios que saíram de seus salões abobados, às margens do Mediterrâneo, está o Real, navio de dom João da Áustria, que levou a esquadra cristã à vitória contra os turcos em Lepanto, em 1571.
Bem próximo ao museu, situa-se o Monument a Colom, uma estátua de Colombo, apontando para o mar, sobre uma coluna de ferro fundido, com 60 metros de altura, no local onde o navegador desembarcou, em 1493, depois de alcançar a América, trazendo com ele seis índios caribenhos.O tema dominante da OTC 2011 (Offshore Technology Conference)...
Realizou-se, no início do mês de maio, mais uma edição da OTC. Este ano, como já era de se esperar, o tema dominante foi a regulamentação da exploração de petróleo nos EUA, mais especificamente, no Golfo do México, pós acidente de Macondo. Boa parte dos painéis de discussão foi dedicada a este assunto. De uma forma geral, ficou evidente a necessidade de interação da indústria petrolífera com outros setores industriais que, igualmente, operam com requisitos de segurança muito elevados, como é o caso da geração de energia nuclear e da aviação comercial, compartilhando as boas práticas e culturas que cada área aprimorou ao longo dos anos, com benefícios recíprocos. Dentre estas práticas consagradas que podem melhorar o desempenho das empresas que atuam no setor petróleo, destacam-se a intolerância consagrada na área nuclear com descumprimento de padrões, bem como a prática rotineira de check lists e simulações, para fins de treinamento, da aviação comercial.
domingo, 24 de abril de 2011
O início da era dos Descobrimentos, com a conquista de Ceuta
A Era dos Descobrimentos, ou talvez mais apropriadamente a Era da Exploração, começou em 1415, quando uma força militar portuguesa, liderada pelo príncipe dom Henrique de Avis, filho do rei dom João I, atravessou o estrito de Gibraltar e tomou a cidade marroquina de Ceuta. A vitória marcou uma mudança memorável na consciência europeia, na qual a introspecção e a indiferença que caracterizam grande parte da Europa medieval - não obstante as Cruzadas - chegaram ao fim. De repente, havia um mundo desconhecido a descobrir, inúmeros tesouros a adquirir e terras fabulosas a reivindicar e conquistar, e foi Portugal, que estava na margem do mundo conhecido e até então tinha pouca importância no cenário europeu, que abriu o caminho para este novo mundo
O alerta dos acidentes com a plataforma de petróleo no Golfo do México e a falha na usina nuclear no Japão : Nunca podemos assumir que acidentes não ocorrerão com as tecnologias modernas, pelo contrário, temos que admitir que eles acontecerão!
Neste mês completou se um ano do acidente com a plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México (22 de abril), bem como se passou um mês do acidente nuclear na usina de Fukushima, no Japão (11 de abril)
O conhecimento tecnológico em áreas de vanguarda - como ainda podemos considerar a exploração de petróleo em águas profundas, bem como a produção de energia nuclear – não se expande como um balão homogêneo, seu padrão de crescimento é muito mais parecido com árvores que se desenvolvem mais nas direções onde encontram mais luz, ou fontes de sustentação.
Os acidentes com processos tecnologicamente avançados nos ensinam que algumas regras são determinantes para garantir a capacidade de lidar com as falhas.
A primeira delas é que as empresas precisam, de fato, aceitar que por mais que suas operações possam parecer seguras e correr dentro da normalidade na maior parte dos dias, os desastres podem ocorrer. Há um ano, as vozes da indústria do petróleo soariam alinhadas na defesa da virtual invulnerabilidade de BOPs, bem como há pouco tempo, nenhum dirigente de usina nuclear aceitaria com entusiasmo um debate sobre a remota possibilidade de uma fusão parcial do conteúdo de um reator nuclear em um país desenvolvido.
Uma segunda regra permanente é sempre desenvolver um conjunto de técnicas amplas para reparar e remediar danos, antes que elas sejam, de fato, necessárias. Novamente remontando aos dois recentes acidentes : As operadoras de petróleo do golfo do México estão patrocinando um projeto, orçado em US$ 1 bilhão, para tamponar e recuperar o óleo eventualmente aflorado de um poço descontrolado. Tal projeto poderia ter sido tranquilamente desenvolvido nos 2 anos que antecederam o acidente de Macondo. No caso da usina japonesa, ficou evidente a possibilidade de terem sido desenvolvidos robôs para atingir locais inacessíveis aos trabalhadores, em um cenário de superaquecimento no compartimento do combustível.
A regra três é sempre desconfiar de sistemas complexos com acompanhamento de sua performance através de parâmetros mais complexos ainda, capazes de paralisar a capacidade de julgamento do ser humano, que é sempre a última barreira capaz de impedir uma sequência de eventos desastrosos.
Fazer com que as empresas sigam estas regras, sem inviabilizar os serviços prestados é a função dos órgãos reguladores. Uma solução para o sempre presente problema da super-regulamentação inviabilizar o negócio, é a adoção da chamada regulação através da adoção de “cenários de segurança”. Nesta abordagem, ao invés de se exigir que as companhias atendam somente a um pesado conjunto de padrões de segurança, adotam-se “casos” para os quais as tarefas são seguras em qualquer cenário plausível e coloca-se o caso sob severos testes. Vale lembrar que esta forma de condução depende de um relacionamento de longo prazo e de mútua confinaça entre empresas e reguladores, bem como conhecimentos especializados por parte dos órgãos de controle.
Realmente vale a pena pensar sempre sobre o impensável!
O conhecimento tecnológico em áreas de vanguarda - como ainda podemos considerar a exploração de petróleo em águas profundas, bem como a produção de energia nuclear – não se expande como um balão homogêneo, seu padrão de crescimento é muito mais parecido com árvores que se desenvolvem mais nas direções onde encontram mais luz, ou fontes de sustentação.
Os acidentes com processos tecnologicamente avançados nos ensinam que algumas regras são determinantes para garantir a capacidade de lidar com as falhas.
A primeira delas é que as empresas precisam, de fato, aceitar que por mais que suas operações possam parecer seguras e correr dentro da normalidade na maior parte dos dias, os desastres podem ocorrer. Há um ano, as vozes da indústria do petróleo soariam alinhadas na defesa da virtual invulnerabilidade de BOPs, bem como há pouco tempo, nenhum dirigente de usina nuclear aceitaria com entusiasmo um debate sobre a remota possibilidade de uma fusão parcial do conteúdo de um reator nuclear em um país desenvolvido.
Uma segunda regra permanente é sempre desenvolver um conjunto de técnicas amplas para reparar e remediar danos, antes que elas sejam, de fato, necessárias. Novamente remontando aos dois recentes acidentes : As operadoras de petróleo do golfo do México estão patrocinando um projeto, orçado em US$ 1 bilhão, para tamponar e recuperar o óleo eventualmente aflorado de um poço descontrolado. Tal projeto poderia ter sido tranquilamente desenvolvido nos 2 anos que antecederam o acidente de Macondo. No caso da usina japonesa, ficou evidente a possibilidade de terem sido desenvolvidos robôs para atingir locais inacessíveis aos trabalhadores, em um cenário de superaquecimento no compartimento do combustível.
A regra três é sempre desconfiar de sistemas complexos com acompanhamento de sua performance através de parâmetros mais complexos ainda, capazes de paralisar a capacidade de julgamento do ser humano, que é sempre a última barreira capaz de impedir uma sequência de eventos desastrosos.
Fazer com que as empresas sigam estas regras, sem inviabilizar os serviços prestados é a função dos órgãos reguladores. Uma solução para o sempre presente problema da super-regulamentação inviabilizar o negócio, é a adoção da chamada regulação através da adoção de “cenários de segurança”. Nesta abordagem, ao invés de se exigir que as companhias atendam somente a um pesado conjunto de padrões de segurança, adotam-se “casos” para os quais as tarefas são seguras em qualquer cenário plausível e coloca-se o caso sob severos testes. Vale lembrar que esta forma de condução depende de um relacionamento de longo prazo e de mútua confinaça entre empresas e reguladores, bem como conhecimentos especializados por parte dos órgãos de controle.
Realmente vale a pena pensar sempre sobre o impensável!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Os impulsos fundamentais por trás da Era dos Descobrimentos
Os motivadores fundamentais por trás da Era dos Descobrimentos, sem dúvida surgiram de uma mistura de fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos, é claro que nem sempre dosados nas mesmas proporções. Podemos considerar que os quatro motivos principais que inspiraram os dirigentes portugueses foram, em ordem cronológica, mas sobrepostos e em diversos graus:
- o fervor empenhado na cruzada contra os mulçumanos;
- o desejo de se apoderar do ouro da Guiné;
- a procura de Preste João;
- a busca de especiarias orientais.
- o fervor empenhado na cruzada contra os mulçumanos;
- o desejo de se apoderar do ouro da Guiné;
- a procura de Preste João;
- a busca de especiarias orientais.
Um novo horizonte para a aplicação de motores e turbinas a álcool, bem como de veículos híbridos no mercado norte-americano
No final do mês passado, o presidente Obama, orientou os Departamentos de Energia e de Agricultura, bem como a Marinha americana, a buscar atuar em conjunto com a iniciativa privada, na criação de biocombustíveis avançados, que seja capazes de alimentar as turbinas de caças militares e aviões comerciais. Prevê-se a construção nos próximos 2 anos, de uma nova geração de 4 bio-refinarias, com capacidade média de 20 milhões de galões anuais, cada.
Obama, ainda destacou que está orientando a administração federal a priorizar a compra de veículos com biocombustíveis, bem como veículos elétricos, ou híbridos, a partir de 2015
Obama, ainda destacou que está orientando a administração federal a priorizar a compra de veículos com biocombustíveis, bem como veículos elétricos, ou híbridos, a partir de 2015
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