O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Primeiro leilão de gás não convencional no Brasil
A Reuters Brasil informa hoje, que o primeiro leilão de gás não convencional no Brasil,previsto para dezembro, poderá ofertar blocos de até cinco potenciais bacias sedimentares, segundo levantamento preliminar da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Pesquisas iniciais da ANP apontam que as maiores incidências do gás não convencional, também chamado de “gás de xisto”, estão nas bacias de Parecis (em Mato Grosso), Parnaíba (entre Maranhão e Piauí), Recôncavo (na Bahia), Paraná (entre Paraná e Mato Grosso do Sul) e São Francisco (entre Minas Gerais e Bahia), disse à Reuters Olavo Colela, assessor da diretoria da ANP. Segundo a matéria, a produção de gás não convencional no Brasil é praticamente inexistente. A única exploração do gênero é feita pela Petrobras, no município de São Mateus do Sul (PR). A Companhia produz lá uma quantidade pequena de óleo e gás via fraturamento.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
As grandes navegações de Colombo, Vasco da Gama e Cabral reconectando biologicamente mundos separados pela geografia
As embarcações que cruzavam os Oceanos não levavam somente seres humanos, mas também plantas e animais - ora intencional, ora acidentalmente.
Com as grandes navegações dos séculos XV e XVI, ecossistemas que se mantiveram separados desde a divisão dos continentes, se reencontraram e se mesclaram. Esse intercâmbio levou o milho para a África e a batata-doce para o Leste da Ásia. Cavalos e maçãs para as Américas e eucalipto para a Europa, sendo também responsável pela troca de vários organismos menos familiares como insetos, gramíneas, bactérias e vírus.
Com as grandes navegações dos séculos XV e XVI, ecossistemas que se mantiveram separados desde a divisão dos continentes, se reencontraram e se mesclaram. Esse intercâmbio levou o milho para a África e a batata-doce para o Leste da Ásia. Cavalos e maçãs para as Américas e eucalipto para a Europa, sendo também responsável pela troca de vários organismos menos familiares como insetos, gramíneas, bactérias e vírus.
O carvão ainda como combustível chave na matriz energética mundial - especialmente nos países em desenvolvimento
O carvão permanece como uma fonte importantíssima na matriz energética de geração de eletricidade em vários países populosos e em desenvolvimento, embora seu uso esteja em declínio nos Estados Unidos e em certos países da Europa.
Permanece verdadeiro o conceito geral que o óleo é o combustível primário para os meios de transporte e o carvão é a fonte preferida para geração de energia elétrica.
O carvão continua a ser a fonte de energia mais barata - atualmente com oferta superior à demanda, levando a baixos preços - encaixando se como uma luva para suprir as necessidades crescentes de eletricidade nos países em desenvolvimento. Por exemplo, a China, embora possua a terceira maior reserva mundial de carvão, é o maior consumidor mundial do combustível.
Permanece verdadeiro o conceito geral que o óleo é o combustível primário para os meios de transporte e o carvão é a fonte preferida para geração de energia elétrica.
O carvão continua a ser a fonte de energia mais barata - atualmente com oferta superior à demanda, levando a baixos preços - encaixando se como uma luva para suprir as necessidades crescentes de eletricidade nos países em desenvolvimento. Por exemplo, a China, embora possua a terceira maior reserva mundial de carvão, é o maior consumidor mundial do combustível.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
A expansão do império português e as caravelas
O império português, que o Brasil integrou de 1500 a 1822, espalhou-se por todos os continentes ao longo de quase seis séculos. Começou com a conquista de Ceuta, no extremo norte da África, em 1415, terminando apenas com a devolução de Macau à China, em dezembro de 1999. Sobretudo marítimo e comercial, o império constituiu-se rapidamente - em 1517 os portugueses já estavam em Cantão, do outro lado do mundo.
O comércio e as conquistas, principalmente as da Ásia, foram garantidas pela superioridade náutica e bélica dos navios lusos. As pequenas, ágeis e relativamente estáveis "caravelas de descobrir", que transportaram seus inventores pela África ocidental, não foram apenas as primeiras embarcações capazes de avançar em ziguezague contra o vento. Foram também as primeiras a carregar artilharia pesada, facilitando os desembarques portugueses nos litorais africanos.
O comércio e as conquistas, principalmente as da Ásia, foram garantidas pela superioridade náutica e bélica dos navios lusos. As pequenas, ágeis e relativamente estáveis "caravelas de descobrir", que transportaram seus inventores pela África ocidental, não foram apenas as primeiras embarcações capazes de avançar em ziguezague contra o vento. Foram também as primeiras a carregar artilharia pesada, facilitando os desembarques portugueses nos litorais africanos.
A geopolítica do Shale gas, by Stratfor
Enter shale, a sedimentary rock within which natural gas can be trapped. Shale gas constitutes a new source of extractable energy for the post-industrial world. Countries that have considerable shale deposits will be better placed in the 21st century competition between states, and those without such deposits will be worse off. Ideas will matter little in this regard.
The United States, it turns out, has vast deposits of shale gas: in Texas, Louisiana, North Dakota, Pennsylvania, Ohio, New York and elsewhere. America, regardless of many of the political choices it makes, is poised to be an energy giant of the 21st century. In particular, the Gulf Coast, centered on Texas and Louisiana, has embarked upon a shale gas and tight oil boom. That development will make the Caribbean an economic focal point of the Western Hemisphere, encouraged further by the 2014 widening of the Panama Canal. At the same time, cooperation between Texas and adjacent Mexico will intensify, as Mexico increasingly becomes a market for shale gas, with its own exploited shale basins near its northern border.
This is, in part, troubling news for Russia. Russia is currently the energy giant of Europe, exporting natural gas westward in great quantities, providing Moscow with political leverage all over Central and particularly Eastern Europe. However, Russia's reserves are often in parts of Siberia that are hard and expensive to exploit -- though Russia's extraction technology, once old, has been considerably modernized. And Russia for the moment may face relatively little competition in Europe. But what if in the future the United States were able to export shale gas to Europe at a competitive price?
The United States still has few capabilities to export shale gas to Europe. It would have to build new liquefaction facilities to do that; in other words, it would have to erect plants on the Gulf of Mexico that convert the gas into liquid so that it could be transported by ship across the Atlantic, where regasification facilities there would reconvert it back into gas. This is doable with capital investment, expertise and favorable legislation. Countries that build such facilities will have more energy options, to export or import, whatever the case may be. So imagine a future in which the United States exports liquefied shale gas to Europe, reducing the dependence that European countries have on Russian energy. The geopolitics of Europe could shift somewhat. Natural gas might become less of a political tool for Russia and more of a purely economic one (though even such a not-so-subtle shift would require significant exports of shale gas from North America to Europe).
Less dependence on Russia would allow the vision of a truly independent, culturally vibrant Central and Eastern Europe to fully prosper -- an ideal of the region's intellectuals for centuries, even as ideas in this case would have little to do with it.
This might especially be relevant to Poland. For Poland may have significant deposits of shale gas. Were Polish shale deposits to prove the largest in Europe (a very big "if"), Poland could become more of an energy producer in its own right, turning this flat country with no natural defenses to the east and west -- annihilated by both Germany and the Soviet Union in the 20th century -- into a pivot state or midlevel power in the 21st. The United States, in turn, somewhat liberated from Middle East oil because of its own energy sources (including natural gas finds), could focus on building up Poland as a friendly power, even as it loses substantial interest in Saudi Arabia. To be sure, the immense deposits of oil and natural gas in the Arabian Peninsula, Iraq and Iran will keep the Middle East a major energy exporter for decades. But the shale gas revolution will complicate the world's hydrocarbon supply and allocation, so that the Middle East may lose some of its primacy.
It turns out that Australia also has large new natural gas deposits that, with liquefaction facilities, could turn it into a principal energy exporter to East Asia, assuming Australia significantly lowers its cost of production (which may prove very hard to do). Because Australia is already starting to emerge as the most dependable military ally of the United States in the Anglosphere, the alliance of these two great energy producers of the future could further cement Western influence in Asia. The United States and Australia would divide up the world: after a fashion, of course. Indeed, if unconventional natural gas exploitation has anything to do with it, the so-called post-American world would be anything but.
The geopolitical emergence of Canada -- again, the result of natural gas and oil -- could amplify this trend. Canada has immense natural gas deposits in Alberta, which could possibly be transported by future pipelines to British Columbia, where, with liquefaction facilities, it could then be exported to East Asia. Meanwhile, eastern Canada could be the beneficiary of new shale gas deposits that reach across the border into the northeastern United States. Thus, new energy discoveries would bind the two North American countries closer, even as North America and Australia become more powerful on the world scene.
China also has significant deposits of shale gas in its interior provinces. Because Beijing is burdened by relatively few regulations, the regime could acquire the land and build the infrastructure necessary for its exploitation. This would ease somewhat China's energy crunch and aid Beijing's strategy to compensate for the decline of its coastal-oriented economic model by spurring development inland.
The countries that might conceivably suffer on account of a shale gas revolution would be landlocked, politically unstable oil producers such as Chad, Sudan and South Sudan, whose hydrocarbons could become relatively less valuable as these other energy sources come online. China, especially, might in the future lose interest in the energy deposits in such low-end, high-risk countries if shale gas became plentiful in its own interior.
In general, the coming of shale gas will magnify the importance of geography. Which countries have shale underground and which don't will help determine power relationships. And because shale gas can be transported across oceans in liquid form, states with coastlines will have the advantage. The world will be smaller because of unconventional gas extraction technology, but that only increases the preciousness of geography, rather than decreases it.
"The Geoplitics o Shale is republished with permission of Stratfor"
Read more: The Geopolitics of Shale
Stratfor
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domingo, 9 de dezembro de 2012
Energia elétrica para a Alemanha
Um dos maiores desafios atuais da Alemanha é equacionar como atender suas demandas por energia. O país é dependente de petróleo e de gás natural importado e estabeleceu metas ambiciosas para modificar sua matriz na direção de fontes renováveis de energia, bem como iniciou um projeto ambicioaso para descontinuar suas usinas nucleares. Uma das ações de diversificação das fontes de energia foi noticiada recentemente: A construção de um cabo elétrico submarino para ligar a Noruega à Alemanha de forma a atender parte de sua demanda por eletricidade.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Paraguai faz leilão para exploração de petróleo
O Paraguai realizou ontem, leilão de concessão para exploração na região do Chaco.
sábado, 1 de dezembro de 2012
A prata do Novo Mundo pagou pelas importações européias de pimenta
A Espanha dirigiu-se ao Ocidente através do Atlântico, de tal modo que a descoberta da América foi um subproduto da busca pela pimenta. Os portugueses rumaram para o Sul ao longo da costa da África e ao redor do Cabo da Boa Esperança. Colombo apresentou um novo mundo ao rei e à rainha da Espanha, mas foram os portugueses que cumpriram com sucesso a missão de encontrar a fonte de comércio de especiarias. Ironicamente, entretanto, das minas de prata do Novo Mundo espanhol é que sairia o metal precioso necessário para pagar as importações européias de especiarias. Nos dois séculos posteriores a 1600, cerca de um terço da prata produzida na América foi destinada à Ásia em pagamento das importações européias.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A primeira licença de construção de uma usina nuclear nos últimos 25 anos no Reino Unido
A companhia francesa EDF e sua associada Centrica receberam a primeira licença de construção de uma usina nuclear nos últimos 25 anos no Reino Unido, preparando se para a construção da 1a usina nuclear desde 1995
Leilões de blocos para exploração de petróleo
Nesta semana, ocorrem leilões em dois países da América Latina para concessão de blocos exploratórios.
Na Colômbia está previsto entre Nov. 26-28 um grande leilão de blocos importantes.
No dia 28 de novembro está agendado uma concorrência para a concessão de 13 blocos no Equador
Na Colômbia está previsto entre Nov. 26-28 um grande leilão de blocos importantes.
No dia 28 de novembro está agendado uma concorrência para a concessão de 13 blocos no Equador
Voltando às atividades, depois de quase um ano...
Depois de quase um ano, sem posts... voltando devagarzinho...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Primeiro Parque Eólico da Petrobras entra em operação comercial
A Petrobras informou hoje que as usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o Parque Eólico de Mangue Seco, com investimento de R$ 424 milhões, já estão operando comercialmente no Rio Grande do Norte.
Localizadas às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. O Parque Eólico de Mangue Seco possui a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes.
Localizadas às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. O Parque Eólico de Mangue Seco possui a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes.
O português como semeador de novas plantas e árvores no Brasil
Por conta da incrível vocação ultramarina e do longo convívio com o Oriente e a África, os portugueses se tornaram grandes divulgadores e multiplicadores de plantas e de formas de comer em todos os lugares onde estiveram - que não foram poucos. Por onde passaram fincaram mudas e experimentaram comidas.
Temos o exemplo do coqueiro, que desembarcou no Brasil em 1553 para dar sombra, água fresca, leite, óleo, comida, palha e frescor à costa. As mudas vieram de Cabo Verde, uma das ilhas atlânticas transformadas, pelos lusos, em hortos experimentais de plantas asiáticas. Alastraram-se, principalmente, da Bahia ao Ceará, como obra do português, esse grande mercador de cheiros que trouxe também as palmeiras, que acabaram contribuindo para enriquecer as paisagens costeiras quase carecas, devido à extração do pau-brasil, dos jatobás e de todas as boas madeiras da terra.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Mais um pouco sobre shale gas...
Assisti nesta semana a uma palestra sobre shale gas, proferida aqui no INSEAD pelo meu colega Ron Bailey, vice presidente para shale gas, da Nexen, empresa canadense do setor de energia.
Alguns pontos de destaque:
- O shale gas é a mesma rocha onde o gás convencional é gerado, tendo
permeabilidade parecida com a do granito, sendo 100 vezes mais impermeável que o concreto.
- Aproximadamente 30% das reservas mundiais de gás (convencional e nao convencional) correspondem a shale gas.
- O Fraturamento da rocha é fundamental para permitir a produção e é feito em diversas zonas do poço, com uma mistura de água, areia e produtos químicos a alta pressão. A água utilizada nesta operação é coletada em reservatórios subterrâneos (a fim de diminuir o impacto ambiental da operação). A areia é necessária para manter aberta a fratura ao longo da rocha ao término da operacao de fracking. Tipicamente, trata se de uma mistura de 99,97% de água e areia, acrescida de ácidos e produtos químicos
Todavia, Ron reforcou que o desafio mais importante é enfrentar o comportamento do mercado consumidor que não quer ver por perto, estruturas com as quais nao está acostumado a conviver: "Não no meu quintal".
Alguns pontos de destaque:
- O shale gas é a mesma rocha onde o gás convencional é gerado, tendo
permeabilidade parecida com a do granito, sendo 100 vezes mais impermeável que o concreto.
- Aproximadamente 30% das reservas mundiais de gás (convencional e nao convencional) correspondem a shale gas.
- O Fraturamento da rocha é fundamental para permitir a produção e é feito em diversas zonas do poço, com uma mistura de água, areia e produtos químicos a alta pressão. A água utilizada nesta operação é coletada em reservatórios subterrâneos (a fim de diminuir o impacto ambiental da operação). A areia é necessária para manter aberta a fratura ao longo da rocha ao término da operacao de fracking. Tipicamente, trata se de uma mistura de 99,97% de água e areia, acrescida de ácidos e produtos químicos
- Desafio da produtividade : Como a depleção da jazida é muito veloz (perda de pressão do resevatório e consequente diminuição da produção) o grande desafio é o fato de ser necessário manter uma estrutura permanente e continua de intervenção nos poços.
Todavia, Ron reforcou que o desafio mais importante é enfrentar o comportamento do mercado consumidor que não quer ver por perto, estruturas com as quais nao está acostumado a conviver: "Não no meu quintal".
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A inauguração da Era dos Descobrimentos com a conquista de Ceuta
A Era dos Descobrimentos, ou talvez mais apropriadamente a Era das Grandes Navegações, começou em 1415, quando uma força militar portuguesa, liderada pelo príncipe dom Henrique de Avis, filho do rei dom João I, atravessou o Estreito de Gibraltar e tomou a cidade marroquina de Ceuta. A vitória foi mais do que simplesmente um detalhe na saga de um povo que após ter por tanto tempo sucumbido a inúmeros conquistadores – romanos, suevos, visigodos e mouros - agora se lançava em várias conquistas próprias. A invasão de Ceuta, aparentemente sem um significado global, marcou uma mudança memorável na consciência européia. De repente, havia um mundo desconhecido a descobrir e terras fabulosas a reivindicar e conquistar. Foi Portugal, que estava na margem do mundo conhecido e até então tinha pouca importância no cenário europeu, que abriu o caminho para uma nova era.
O futuro da energia nuclear no Brasil – próximos passos
Enquanto países como Itália, Alemanha e Suíça, no calor das notícias pós-Fukushima resolveram banir o uso de energia nuclear em sua matriz energética, o Brasil resolveu adotar uma postura mais cautelosa e menos apressada neste tema. De forma similar ao que foi estabelecido pelos EUA, China e França, o governo brasileiro decidiu interromper os novos projetos a fim de realizar estudos complementares à luz das lições ainda sendo aprendidas no acidente na usina japonesa. O projeto brasileiro que aguarda tais definições – a cargo do Ministério das Minas e Energia – compreende a definição dos locais potencialmente capazes de receber as próximas 4 usinas brasileiras, de 1000MW cada, a serem implantadas entre 2020 e 2030. Sendo 2 delas no Nordeste e as outras duas na região Sudeste.
domingo, 11 de setembro de 2011
A Carreira da Índia
Aberto o caminho marítimo para o Oriente, por Vasco da Gama, nascia a famosa e lucrativa Carreira da Índia, que consistia na viagem anual de Lisboa até a cidade de Goa, representando a principal fonte de renda da Coroa. Em poucos anos, a chamada "pimenta-do-reino" tornou-se o produto mais exportado de Portugal para os demais países europeus, alterando significativamente o panorama da velha Europa. Indiretamente, o comércio português propiciou a Revolução Industrial na Inglaterra, graças ao acúmulo de capital que os ingleses obtiveram por meio de corsários que saqueavam os navios da Carreira da Índia ( os piratas causavam mais naufrágios do que todos os demais riscos da viagem).
Progresso e uso de energia elétrica
Uso de energia e produto interno bruto guardam uma estreita relação. Hoje mais do que nunca, o crescimento econômico chega junto com o interruptor. A energia elétrica libera conhecimento, estimula o potencial das regiões e como conseqüência, cria muito mais estabilidade política. A pobreza energética mantém as pessoas vulneráveis e mergulhadas no atraso.
sábado, 10 de setembro de 2011
"Deus deu aos portugueses um país pequeno como berço, mas o mundo todo como túmulo", Padre Antonio Vieira
A história das explorações portuguesas não é uma história de homens exóticos e originais em pitorescos barcos de madeira. É uma história de paixão, de sangue e de traição, de incomparável coragem, de arroubos de visão e da construção de impérios. Foi um drama encenado no palco do mundo, em um tempo que nunca se repetirá, pois foi a última época em que o mundo físico e seus povos eram desconhecidos. O custo foi enorme: “Deus deu aos portugueses um país pequeno como berço, mas o mundo todo como túmulo, observou o padre Antonio Vieira, jesuíta português do século XVII.
Venezuela supera a Arábia em reservas de óleo
Segundo o Boletim Estatístico Anual 2010-2011 da OPEP, as reservas provadas de óleo cru da Venezuela somaram 296,5 bilhões de barris em 2010, ultrapassando as da Arábia Saudita, de 264,5 bilhões de barris. O Irã continua ocupando o 3º lugar do ranking , com 151 bilhóes de barris.
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