O blog Energia e Grandes Navegações discute temas relacionados a questões energéticas - especialmente petróleo - bem como assuntos ligados à história das grandes navegações.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
"Energia e Grandes navegações" ou "Potência e Grandes Navegações"??
Embora o nome deste blog seja “Energia e Grandes navegações”, vale a pena uma pequena lembrança sobre a diferença entre energia e potência. Energia por si só, não produz riqueza. O uso da energia é que sim, produz progresso. A maior parte da energia que utilizamos é empregada para alimentar motores, turbinas e caldeiras para produzir potência. É através da conversão de energia – seja esta de qual tipo for – em movimento que é produzida a verdadeira riqueza. É exatamente isto que os motores fazem, transformar energia em potência. As pessoas em qualquer parte do mundo são sedentas por potência. Elas a precisam para seus carros, telefones celulares, motocicletas, viagens de avião, TVs de plasma, cozinhar, etc. Precisam de potência pois é esta que alimenta aqueles diversos equipamentos e o fazendo criam progresso e felicidade pessoal.
As viagens dos descobrimentos eram - para a sua época - mais arrojadas e arriscadas que as viagens à Lua
Viagens além da costa era um sonho tão antigo quanto a imaginação. Entretanto, até a Era dos Descobrimentos, permaneceu somente como um sonho. Àquela época, a Europa era extremamente ignorante a respeito do mundo em geral. Os exploradores portugueses e espanhóis empreenderam suas viagens em um mundo dominado pela superstição e reverberando uma ânsia de redenção religiosa. Ir para o mar era a maior aventura que alguém poderia experimentar, o equivalente renascenista do astronauta, mas a possibilidade de morte e desastre era muito maior. Hoje em dia, na era do GPS, não existem lugares na Terra não descobertos, mas na Era dos Descobrimentos, mais da metade do mundo continuava inexplorada, não representada em mapas e mal compreendida pelos europeus. Homens do mar acreditavam que monstros marinhos se escondiam nas profundezas salgadas, esperando para devorá-los. E que, quando cruzassem o equador, o oceano ferveria e eles morreriam escaldados.
domingo, 8 de agosto de 2010
carros elétricos...
Os carros totalmente elétricos há muito tempo têm sido sempre considerados como a “próxima grande novidade”.
Não há dúvidas que veículos elétricos possuem vários pontos positivos e vantajosos: Baixo custo para abastecimento, não polui o ar no ponto de utilização do veículo e operação silenciosa. Todavia, a despeito de todas estas vantagens, carros completamente elétricos continuam a ter como desafio resolver as desvantagens que são conhecidas há quase um século: alcance ( distância) limitado; baixa velocidade de reabastecimento; poucos pontos para recarga; altos custos do veículo. Os mesmos problemas desde a época de Thomas Edison, basicamente resumidos a uma questão: BATERIA.
Por mais de um século, vários inventores buscaram criar uma bateria que fosse adequada como fonte primária de energia para os automóveis. De uma maneira geral eles não tiveram sucesso. Desde Thomas Edison, os engenheiros e inventores obtiveram sucessos retumbantes, como por exemplo, ao colocar o homem na Lua, construir usinas nucleares e criar a Internet. Todavia, mesmo com o enorme progresso da tecnologia, as baterias continuam a sofrer basicamente as mesmas restrições que atormentavam Thomas Edison. Evidente que as baterias melhoraram muito, mas ainda não o suficiente para concorrer com outros combustíveis empregados nos meios de transportes.
O problema fundamental é referente ao princípio da densidade de energia. Uma boa forma de comparar esta dimensão é através da comparação entre watt x hour/ kg ( a quantidade de energia armazenada em uma bateria de um kilo). Os fabricantes de baterias têm obtido progressos notáveis em termos de densidade de energia. As modernas baterias de íon de Lítio apresentam densidades energéticas mais de 4 vezes superiores à suas antecessoras, com elementos de chumbo-ácido. Mas continuam sem sequer chegar perto da densidade energética existente em um kilo de gasolina, que é capaz de conter cerca de 80 vezes mais energia que uma bateria de íon de Lítio.
A título de exemplo do peso de bateria necessária para um veículo elétrico, temos o caso do Tesla Roadster, o carro elétrico mais famoso, que pesa cerca de 1300 kg, dos quais 500 kg são de bateria.
Em termos de carros com propulsão elétrica, hoje temos como casos de comprovado sucesso, os carros híbridos, como o Toyota Prius e o Honda Insight. Tais veículos, certamente vieram para ficar e ocuparão crescente fatia do mercado automobilístico – bem diferente do que se espera dos veículos puramente elétricos.
Embora o tema carros elétricos pareça um assunto moderno e até certo ponto “novidade”, chega a ser engraçado constatarmos que há cerca de um século, o The New York Times noticiava em 1911, que os carros elétricos seriam a solução ideal, em função de se tratar de um veículo limpo e silencioso e muito mais econômico.
A chegada do Prius no final da década de 90, marcou indubitavelmente o início da eletrificação da frota automobilística. Não se trata da eletrificação integral ( carro 100% elétrico) que parece ser o anseio de boa parte dos engenheiros, mas se trata de um marco importante em um processo que ainda levará muitas décadas para se firmar como uma tecnologia de uso pleno.
Uma das alternativas considerada seriamente nesta área é o uso de carros híbridos associados a guard-rails ou trilhos eletrificados para viagens de longa distância, que permitiriam o uso de automóveis elétricos, sem a necessidade de paradas para reabastecimento, associados a viagens em altas velocidades e pequenas distâncias entre carros.
Não há dúvidas que veículos elétricos possuem vários pontos positivos e vantajosos: Baixo custo para abastecimento, não polui o ar no ponto de utilização do veículo e operação silenciosa. Todavia, a despeito de todas estas vantagens, carros completamente elétricos continuam a ter como desafio resolver as desvantagens que são conhecidas há quase um século: alcance ( distância) limitado; baixa velocidade de reabastecimento; poucos pontos para recarga; altos custos do veículo. Os mesmos problemas desde a época de Thomas Edison, basicamente resumidos a uma questão: BATERIA.
Por mais de um século, vários inventores buscaram criar uma bateria que fosse adequada como fonte primária de energia para os automóveis. De uma maneira geral eles não tiveram sucesso. Desde Thomas Edison, os engenheiros e inventores obtiveram sucessos retumbantes, como por exemplo, ao colocar o homem na Lua, construir usinas nucleares e criar a Internet. Todavia, mesmo com o enorme progresso da tecnologia, as baterias continuam a sofrer basicamente as mesmas restrições que atormentavam Thomas Edison. Evidente que as baterias melhoraram muito, mas ainda não o suficiente para concorrer com outros combustíveis empregados nos meios de transportes.
O problema fundamental é referente ao princípio da densidade de energia. Uma boa forma de comparar esta dimensão é através da comparação entre watt x hour/ kg ( a quantidade de energia armazenada em uma bateria de um kilo). Os fabricantes de baterias têm obtido progressos notáveis em termos de densidade de energia. As modernas baterias de íon de Lítio apresentam densidades energéticas mais de 4 vezes superiores à suas antecessoras, com elementos de chumbo-ácido. Mas continuam sem sequer chegar perto da densidade energética existente em um kilo de gasolina, que é capaz de conter cerca de 80 vezes mais energia que uma bateria de íon de Lítio.
A título de exemplo do peso de bateria necessária para um veículo elétrico, temos o caso do Tesla Roadster, o carro elétrico mais famoso, que pesa cerca de 1300 kg, dos quais 500 kg são de bateria.
Em termos de carros com propulsão elétrica, hoje temos como casos de comprovado sucesso, os carros híbridos, como o Toyota Prius e o Honda Insight. Tais veículos, certamente vieram para ficar e ocuparão crescente fatia do mercado automobilístico – bem diferente do que se espera dos veículos puramente elétricos.
Embora o tema carros elétricos pareça um assunto moderno e até certo ponto “novidade”, chega a ser engraçado constatarmos que há cerca de um século, o The New York Times noticiava em 1911, que os carros elétricos seriam a solução ideal, em função de se tratar de um veículo limpo e silencioso e muito mais econômico.
A chegada do Prius no final da década de 90, marcou indubitavelmente o início da eletrificação da frota automobilística. Não se trata da eletrificação integral ( carro 100% elétrico) que parece ser o anseio de boa parte dos engenheiros, mas se trata de um marco importante em um processo que ainda levará muitas décadas para se firmar como uma tecnologia de uso pleno.
Uma das alternativas considerada seriamente nesta área é o uso de carros híbridos associados a guard-rails ou trilhos eletrificados para viagens de longa distância, que permitiriam o uso de automóveis elétricos, sem a necessidade de paradas para reabastecimento, associados a viagens em altas velocidades e pequenas distâncias entre carros.
sábado, 7 de agosto de 2010
O re-design a serviço do projeto português de globalização
As inúmeras inovações portuguesas nos séculos XV e XVI sustentaram a criação do primeiro império global: Caravelas e naus; mobilidade e poder de fogo naval; novos conceitos de geoestratégia e novas ferramentas de marear juntaram-se para dar corpo a um sistema global - não enclausurado num só oceano.
Tais instrumentos não haviam sido desenvolvidos pelos portugueses, mas é sabido que artesãos, cartógrafos e navegadores lusitanos muito contribuíram para seu desenvolvimento e utilidade prática. Este tipo de desenvolvimento de artefatos constitui aquilo que, em termos modernos, é conhecido como inovação incremental ou re-design. As Descobertas poderiam ter sido possíveis cem anos mais cedo do que realmente principiaram, pois estavam disponíveis os principais inventos na arte de navegar. Todavia, faltava algo - o tal re-design a serviço de um intento estratégico.
Presidente Lula assina a criação da companhia que irá gerir as reservas do Pré-Sal
O presidente Lula aprovou , em 02 de agosto, a criação da Pré-Sal Petróleo SA , a estatal criada para gerenciar a exploração do Pré-Sal brasileiro. O projeto de lei havia sido aprovado no Senado Federal em 7 de julho último e com a aprovação do presidente, a empresa passa oficialmente a existir.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Retorno após breve interrupção para uma temporada chinesa....
Os posts rarearam nos últimos dias devido a uma temporada a serviço na China...
A propósito, algumas recentes informações interessantes sobre energia e China:
Dados recentes da Agência Internacional de Energia, indicam que em 2009 a China ultrapassou os EUA no consumo de energia, com cerca de 2,5 bilhões de BOE. Um resultado cerca de 4% superior ao consumo dos EUA...
Ainda a propósito, você sabia que a China tem operações no offshore brasileiro? Desde o 2o trimestre deste ano, com a aquisição da participação dos 40% da Statoil no Campo de Peregrino, na Bacia de Campos, a Sinochem passou a atuar no offshore brasileiro. A transação foi da ordem de US$ 3bi.
A propósito, algumas recentes informações interessantes sobre energia e China:
Dados recentes da Agência Internacional de Energia, indicam que em 2009 a China ultrapassou os EUA no consumo de energia, com cerca de 2,5 bilhões de BOE. Um resultado cerca de 4% superior ao consumo dos EUA...
Ainda a propósito, você sabia que a China tem operações no offshore brasileiro? Desde o 2o trimestre deste ano, com a aquisição da participação dos 40% da Statoil no Campo de Peregrino, na Bacia de Campos, a Sinochem passou a atuar no offshore brasileiro. A transação foi da ordem de US$ 3bi.
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