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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Portugal e a preparação interna para a Expansão Marítima


Um dos maiores trunfos de Portugal no âmbito de seu projeto marítimo foi exatamente a perfeição de estruturas de comando/comandados, as quais sempre desenvolveram suas competentes ações com extrema agilidade, disciplina e determinação, deixando muito nítida a preocupação de Portugal com a permanente valorização de seus contingentes de recursos humanos para o front marítimo.

O navegante português, além de coragem e obstinação, possuía um raro rol de habilidades multifuncionais que qualificavam como um "operário polivalente do mar".

É possível que Portugal, por razoes climáticas favoráveis, tenha atraído um contingente muito expressivo de antigos integrantes das legiões romanas s durante quase cinco séculos. O arranjo de uma legião deve ter inspirado os modelos militares e estruturas assemelháveis, na Marinha portuguesa.  Da mesma forma que as legiões se agrupavam, podiam-se fragmentar em duas ou mais células, operando conjuntamente, tal como a tripulação de uma caravela.

domingo, 26 de dezembro de 2010

As navegações chinesas, anteriores à expansão ibérica


Em 1498, Vasco da Gama e seus homens esbarram com evidências da presença chinesa no passado do leste da África: nativos usando bonés de seda com franjas. Os habitantes falavam de fantasmas brancos usando seda: mamória remota da Frota do Tesouro, que havia visitado esses litorais 80 anos antes. Em 1521, a Armada das Molucas de Magalhães chegou às Filipinas reclamando vastos territórios a que a China tinha renunciado. Magalhães, como outros eurupeus, não tinha conhecimento direto da Frota do Tesouro, mas ele e seus homens continuaram se deparando com artefatos do império chinês desaparecido: seda, porcelana, escrita, e unidades de pesos e medidas sofisticadas estavam visíveis em toda parte.

domingo, 28 de março de 2010

Foram os portugueses navegadores pioneiros?

As viagens ultramarinas portuguesas da época dos descobrimentos não foram em si eventos pioneiros. Outros navegantes – dentre árabes, indianos, chineses, vikings e polinésios – chegaram a empreender longas viagens oceânicas antes dos portugueses e espanhóis dos séculos XV e XVI. Todavia estes feitos não tiveram caráter sistemático e repetitivo, restringindo-se basicamente a uma significância local, motivo pelo qual não chegaram a deixar marcas profundas na geopolítica da época. A inovação da era dos descobrimentos foi a combinação entre a exploração dos oceanos associada a um sistema de navegação, no qual a destreza na arte naval tornou-se a alavanca para a expansão da influência européia por todo o planeta. O novo conhecimento geográfico foi rapidamente incorporado a uma estratégia maior que permitiu a expansão comercial e a dominação territorial em vários continentes.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As Grandes Navegações inserem-se entre os principais eventos da história da humanidade e determinaram as bases econômicas e políticas do mundo moderno.

   Os principais eventos que caracterizaram as Grandes navegações – a “descoberta do Mundo Novo”; a Rota do Cabo da Boa Esperança para a Índia; bem como a viagem de circunavegação do globo – ocorreram entre os séculos XV e XVI. Todavia sua influência foi decisiva para a formação do mundo que conhecemos hoje. Escritores das mais diversas áreas do conhecimento como Karl Marx e Frederick Engels no Manifesto Comunista de 1848 e Adam Smith em sua “A Riqueza das Nações, em 1776, identificaram que tais eventos inserem-se entre os principais eventos da história da humanidade e determinaram as bases econômicas e políticas do mundo moderno.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O diferencial das Grandes Navegações quando comparadas com outras viagens realizadas anteriormente

As grandes navegações não foram propriamente novas do ponto de vista das viagens de longa distância. Outros navegantes, que não os portugueses - dentre eles árabes, indianos, chineses, vikings e polinésios - também empreenderam magníficas viagens transoceânicas antes daquelas realizadas pelos europeus da península Ibérica, nos séculos XV e XVI. Todavia, tais conquistas foram esporádicas ou mesmo esquecidas, desprovidas de uma característica histórica relevante. O que decididamente foi uma inovação do que ficou conhecido como era das grandes navegações foi o caráter de ligação entre os aspectos de "viagens de descobrimentos" com a criação de um sistema global de rotas, que por sua vez forjou as bases para a expansão da influência européia em todos os continentes habitados. O crescimento do conhecimento geográfico pelos europeus ficou - na sequência - associado à rápida ascensão comercial e controle de novos territórios.