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domingo, 14 de agosto de 2011

O império marítimo português

O império português, que o Brasil integrou de 1500 a 1822, espalhou-se por todos os continentes ao longo de quase seis séculos. Começou com a conquista de Ceuta, no extremo norte da África, em 1415. O Império foi sobretudo marítimo e comerciale se formou rapidamente - em 1517 os portugueses já estavam em Cantão, do outro lado do mundo.


A expansão marítima portuguesa resultou principalmente das ações combinadas do Estado (com sua burocracia e seus exércitos), da Igreja e das entidades comerciais, com o objetivo principal de obter lucros.

A melhor expressão da força do comércio foi o próprio modelo luso de expansão, baseado nas feitorias, postos comerciais construídos ao longo dos litorais, protegidos por fortalezas, destinados a receber e entregar mercadorias

sábado, 19 de março de 2011

A inauguração do comércio global com as Navegações do século XV

O comércio internacional passou a ser efetivamente global, abarcando quatro continentes, a partir das viagens oceânicas iniciadas pelos portugueses no começo do século XV. Leo Huberman, no seu estudo clássico sobre A Riqueza do Homem, considerou esse período uma verdadeira Revolução Comercial, algo que não ocorrera nos tempos do Império Romano ou Mongol, nem durante a Era de Ouro do Mediterrâneo, com as Repúblicas Marítimas italianas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A importância do comércio de especiarias no século XVI era proporcional ao comércio internacional de petróleo nos dias de hoje

Hoje, para a maioria de nós, especiarias podem parecer algo insignificante e bizarro quando imaginado como um sistema de comércio relevante. Pimenta é um item de consumo esporádico e relativamente barato e a menos que você trabalhe com cozinha, certamente considerará cravos e canelas como produtos de pouca utilidade. Muito diferente era a importância desses produtos nos séculos XV e XVI, quando a demanda por especiarias na Europa era enorme e tinha peso em termos de comércio mundial, comparável àquele que atualmente atribuímos ao comércio internacional de petróleo, determinando alianças geopolíticas de alcance global.